
Muda o nome, muda o rosto, mas a história parece sempre a mesma. Você se envolve com alguém indisponível, ou que te critica, ou que some quando você mais precisa. E, no fim, fica a pergunta: “por que isso sempre acontece comigo?”
Não é azar, nem falta de inteligência. Muitas vezes, existe um padrão por trás, e a Terapia do Esquema ajuda a entendê-lo.
O que são esquemas?
Esquemas são como lentes que usamos para enxergar a nós mesmos, os outros e os relacionamentos. Eles se formam principalmente na infância e na adolescência, a partir das nossas primeiras relações, e seguem influenciando a vida adulta.
Por exemplo, quem cresceu sentindo que as pessoas podiam ir embora a qualquer momento pode desenvolver o esquema de abandono. Quem sentiu falta de carinho e atenção pode desenvolver o esquema de privação emocional.
Por que a gente repete o que machuca?
Aqui está a parte mais curiosa: o que é familiar costuma parecer seguro, mesmo quando faz mal. Por isso, sem perceber, podemos nos sentir mais atraídos por pessoas que “encaixam” nas nossas feridas antigas. Na Terapia do Esquema, isso às vezes é chamado de química de esquema: aquela conexão intensa, imediata, que depois se revela dolorosa.
- Quem tem medo de abandono pode se apaixonar por pessoas instáveis, e viver em alerta.
- Quem sente que não merece amor pode aceitar menos do que precisa.
- Quem aprendeu a cuidar de todo mundo pode atrair pessoas que só recebem.
Por outro lado, pessoas disponíveis e carinhosas podem parecer “sem graça”, justamente porque não ativam o esquema.
Dá para mudar esse padrão?
Dá, e o primeiro passo é perceber o padrão com gentileza, sem se culpar. Entender quais esquemas estão presentes na sua vida ajuda a reconhecer quando eles estão guiando suas escolhas. Na terapia, a gente vai além: entende de onde eles vieram, cuida das necessidades que ficaram sem resposta e constrói, aos poucos, relações mais saudáveis.
Material gratuito: Desvendando seus esquemas
Preparei um material que explica o que são esquemas e traz um questionário para você começar a identificar quais podem estar mais presentes na sua vida. Lembrando: é um ponto de partida para o autoconhecimento, não um diagnóstico.
Quer saber como usar o material passo a passo? Leia o guia completo.
Quando a terapia pode ajudar
Os materiais ajudam a dar os primeiros passos, mas não substituem a terapia. Se você sente que isso está pesando no seu dia a dia, conversar com um profissional pode fazer muita diferença.